Achados e Perdidos

Suspense espanhol de Juan Carlos Fresnadillo, que dirigiu o recente Extermínio 2. Envolvente história sobre alguns indivíduos que parecem não só serem perseguidos pela sorte, mas também têm o dom de a roubar dos outros. Tomas (Leonardo Sbaraglia) , único sobrevivente de um acidente de avião aparentemente impossível de se escapar, é convocado por Federico (Eusebio Poncella) para vingar-se do ex-patrão, o rico dono de cassino Samuel (Max Von Sydow), um sobrevivente ao Holocausto cuja sorte e dom de tirá-la dos outros rivaliza-se com Tomas num jogo de conseqüências mortais. No encalço de Tomas, ladrão nas horas vagas, ainda está uma policial igualmente agraciada por absurdos lances do destino. História envolvente, diferente (a semelhança com Corpo Fechado, de Shyamalan, limita-se ao fato do personagem ser o único a sair intacto de um desastre de grandes proporções) e com elenco irrepreensível.
aparentemente deserta. Lá, também há um grupo de garotas, também delinqüentes, na mesma situação. Logo, alguém usando várias armas (inclusive arco e flecha e cães treinados) começa a despachar os integrantes dos grupos, um a um. Entre várias cenas sangrentas, destaque para o primeiro ataque dos cães, uma perna arrancada numa armadilha e uma briga com facas. Filme bastante tenso e com tratamento bem mais interessante dado ao adolescentes problemáticos, longe dos estereótipos e besteiróis americanos. O rebelde e silencioso personagem principal é o destaque. Curioso também o personagem da instrutora de Alex Reid: seu fim é bem ao estilo do que lhe foi reservado em Abismo do Medo. Azarada, a moça...

Trem Fantasma (Dark Ride, 2006)

Depois de vermos espanhóis, ingleses e tailandeses fazerem bonito, eis que os endinheirados americanos mais uma vez nos decepcionam com um tremendo abacaxi. Este Dark Ride até se pretendia um novo Pague Para Entrar, Reze Para Sair, cultuado slasher de Tobe Hooper do começo dos anos 1980. Só que Trem Fantasma é uma decepção total. Ruim em qualquer quesito imaginável. Elenco jovem ruim e careteiro, poucas mortes (apenas uma dela é digna de um Sexta-Feira 13, por exemplo), muitas delas off screen, história tosca, batidíssima, ou seja: grupo de estudantes resolve parar num parque que está para reabrir muitos anos após tragédia onde se descobriu que maníaco fez várias vítimas no local. Claro que, justo nesse momento, o louco foge do sanatório e vai pra onde? Nem pergunte como o doido assassino - mais um caladão que gosta de máscaras - chega lá. Nem se preocupe com os jovens: você vai querer que eles morram bem rápido, mesmo. Um final-surpresa que você já manja lá pelos vinte minutos de filme é a cereja do bolo... Tá aí uma boa sugestão: vai alugar Trem Fantasma? Olha que uma boa fatia de bolo é uma grana melhor investida.


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